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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Do ponto de vista de quem encena. ( Projecto Fictício II - Continuação)

A insatisfação pelo que se encontra corrompido, velho e degradado determina a necessidade e a tentativa de construção de algo novo e fantasioso de forma a colmatar a privação de liberdade e expelir a urgência em abandonar a sociedade destruída. Assim, avista-se uma nesga de esperança que envolve o Homem quando este decide afastar-se das suas origens e enveredar por um mundo desconhecido. Porém, trata-se apenas de um afastamento espacial, uma vez que, intrinsecamente, o ser humano dificilmente se distancia da sua proveniência. Consequentemente, apenas se pavoneia um ciclo vicioso onde o Homem ambiciona a supremacia absoluta volvendo-se vítima da sua própria cobiça, em que a desconstrução de ideais puros é a tentativa falhada da criação de uma sociedade franca.

ESMAE 2009 - Projecto Fictício II



Dois representantes do povo ateniense, Pistetero e Evélpides, descontentes com o comando de Atenas, decidem deslocar-se até ao mundo alado. Tendo como guias um gaio e uma gralha, alcançam o seu destino, e como se de uma epifania se tratasse surge um engenho capaz de colocar em marcha a estruturação e divulgação de uma nova sociedade utópica apartada de qualquer ambiente adulterado.

Contudo, poderá o Homem alterar o seu íntimo?


Cenografia por Diana Cunha
http://dianasentido.blogspot.com/

sábado, 11 de julho de 2009

Farsa - O Pecado da Relíquia (Sinopse - Teste I)

Perante o tic-tac de ouro depositado no bolso do mais distinto Nobre e contrabandista de relíquias da cidade, uma Freira e um Civil de reputação duvidosa decidem marchar discretamente até ao fundo da questão. Mas qual a intenção? Paralelamente a esta situação, um Polícia vagueia preocupadamente pelas redondezas. Porém, em questões amorosas nem o mais competente agente da autoridade faz frente a um roubo. E olhando para outro lado, como quem não quer ver, considera…

“Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.

E afasta-se.

ESMAE 2008 - Projecto Fictício



Personagens surreais habitam um mundo paralelo onde o inconsciente é a única passagem para essa realidade. No dia do seu aniversário, Alice, depara-se com um estranho edifício cuja janela triangular ilumina o único objecto presente na sala: um Espelho. A menina curiosa não hesita e decide observar o seu reflexo. Qual o seu espanto quando se vê completamente transformada numa belíssima mulher em forma de medusa... Longos fios de cabelo preto assemelham-se a tentáculos. Apática com tal sensação nem repara que por detrás do seu reflexo se encontra outra pessoa que a chama. Alice aceita o convite. Mas do outro lado do espelho nada é o que parece. A partir deste momento deixar-se-á levar por um labirinto de acontecimentos que mais se parece com um jogo de xadrez onde ela ambiciona atingir a divindade máxima: tornar-se numa das três Górgonas, as rainhas que transformam em pedra todos os homens que para elas olharem.